Friday, 7 November 2008

thus and bum

Mil e um abraços

É isso que eu preciso.
Aos berros era pelo que clamava.
É isso que eu MAIS preciso.
Aos sussuros era aquilo que procurava.

E por que meu Deus me largou?
Ele disse que ninguém a mim amou,
ela só sabia me olhar com aquele olhar
de quem está com compaixão a sobrar.

E por quê? Ele me largou.
Quando será que eu vou?
Para bem longe daqui e dali,
para onde a vida não tem um fim...

É isso que eu preciso.
Aos berros era pelo que clamava.
É isso que eu MAIS preciso.
Aos sussuros era aquilo que procurava

São os homens e mulheres de todo dia
E está certo, porque hoje eu vou ainda
conquistar um astronauta, viajar
na minha estrela cadente e nunca mais voltar.

Acreditar, a mais querida flor-aurora,
era para ser apenas um olá ao mundo lá fora.
E eu conheci, aquele meu mais novo amigo,
Eu até que tenho sorte, sinto que o gosto.

É isso que eu preciso.
Aos berros era pelo que clamava.
É isso que eu MAIS preciso.
Aos sussuros era aquilo que procurava

Um desejo de uma alma que queria ser outra.
São apenas momentos, aprenda isso e aquilo.
Um mundo que gira em torno de ser aprovado,
uma vida que não é vida, mas acontecida.

Que jogue tudo para o alto! Tudo ao rio!
No céu é que está a beleza de um cometa
entre as melodias das estrelas, da lua -
entre as lágrimas de cristal, poeiras...

É isso que eu preciso.
Aos berros era pelo que clamava.
É isso que eu MAIS preciso.
Aos sussuros era aquilo que procurava

Janelas

Desejo de Amor da vida da estrela
que a constelação já a muito abandonou
voltou para mim dentro de uma bolha de sabão
perdida no meio de um vento-furacão.

Desejo de Reparação da estrela
que em minha janela se atirou
foi toda a minha vontade e minha comoção
que encheu de paixão a desilusão - coração.

Casos e acasos de um incêndio gélido
abandonodas entre os falatórios de loucos
lunáticos e pré-aquecidos fenômenos.
Que eu só quero me apaixonar, em cima de um comenta.

Desejo de Procura da vida de uma estrela
postada dentro da azul-mar carta de amar
desenhada na xilogravura de mais um cordel,
de mais um encanto, doce, meu melado mel.

Desejo de Desejar da vida da estrela
que só quer ser a cadente via transitória
de um pedido para um único beijo, que seja,
de um fim ao barco-brilho que sempre veleja.

Casos e acasos de um tormento revoltante
dentre a glória e a honra de mais um amor
fantástico-fascínio-fabuloso da romântica.
Que eu só quero me apaixonar, em cima de um cometa.

Entre a Rosa e o Espinho

Castidade de menina-moça virginal
vale tanto quanto o sorriso do infante.
É como a chuva de um ar invernal
que abala a face de cada amante.

Abre um riso entre as lágrimas tristes
daquele que perdeu a vontade de amar,
e sobre si aqueça das felidades, acreditar
que é por entre extremos que está - amores.

Agradável, foi assim que ele me denominou,
e eu aos felizes abraços comecei a dançar
subindo para entre as estrelas, ele amou
desde então a delicadeza da menina-moça, puro gostar.

Saiu por entre os campos dos lírios lentamente,
cantando em cada ouvido a mais meiga canção
que podia encontrar embrenhada em sua mente
para deixar-se o tocar mais feliz de um coração.

Sozinha como a gota da chuva tornada orvalho
ela não queria mais nem ser a alegria,
ela nem queria que um sorriso por si no vivo-dia
fosse aberto por um bebê e seu chocalho.

Deixar-se entre os braços de outro abraço
ele sabia que ficaria preso àquele momento:
"chuva de um inferno-verão na ponta dos pés, no embaraço
foi o beijo que eles deram ao passar da brisa-vento"

Hoje eles nem sabem mais que fim levou
aquilo que antes deles um ou outro encontrou.
Hoje são cosmonautas tocando estrelas,
enquanto trocam as juras de um amor, tão belas.

Cantiga

Era de noite, de um desses meus dias,
era numa festa, dessas de magias,
que eu o conheci, entre as flores
e já sabia: não serei um desses...

Era eu a bailarina, era eu ainda o poeta
e ele só imaginava como poderia eu amar,
um Anjo de fronte ilesa de mácula. "Poeta",
ele veio a mim falar, e com doce voz me amar.

Eu disse que não havia mais nenhuma chance
que eu não gostasse que ele fosse assim gostar
tanto de mim, que eu fosse ainda me cativar
por ele, gentil Anjo. Foi dado o final-lance.

Eu disse vou ali, mas logo vou voltar,
e ele ficou entre as fantasias de novo enamorado.
Eu disse vou ali, mas logo vou voltar,
e ele ficou entre os melindres de novo apaixonado.

Que eu amo que ele me ame
que eu esteja a amar o amor
divino que ele ama, que me ame
ainda mais quando souber: nada será dor!

Na cauda de um Cometa

Olha só quem eu vi ali!
Nas explosões catastróficas de uma super-nova
eu vi surgir aquele ser-anjo, tão vivo...
Na criação de mais um desse negrumes buracos, uma cova
em que se perdem aqueles que desejam o ativo.

Olha só quem eu vi ali!
Entre as brincadeiras da imaginacão de um gigante
que eu já sabia tão bem não passava de um infante,
de uma criança-grande que só queria definir o qué Amor.
Definições de uma perda geração da profunda Dor.

Olha só quem eu vi ali!
Quando eu mais precisei que um alguém
viesse e me abraçasse e entre os sorrisos
me disse num sussuro ao pé do ouvido: "Ninguém
mais vai te fazer chorar, seremos nós e os risos"

Olha só quem eu vi ali!
Perdidos entre os lírios do jardim Imaginação:
eu e o outro, eu e ele, eu e aquele que me roubou
para todo o sempre do eterno magnífico, meu Coração.
Disse ele: "Era assim que tudo em mim sonhou"

Olha só quem eu vi ali!
Pensamento que pensa que o desejo
sonha que o goste saiba que ele gosta
é de mim. Que hoje eu só te quero-almejo
enfeitado inteiro, somente para mim.

Olha só quem eu vi ali!
Nas explosões catastróficas de uma super-nova
eu vi surgir aquele ser-anjo, tão vivo...
Na criação de mais um desse negrumes buracos, uma cova
em que se perdem aqueles que desejam o ativo.

Eu sei.
Meu anjo, já é tudo para mim.

Thursday, 6 November 2008

entre(atos)

Juro.
Era assim que começava cada novo pontinho de tinta esparramado sobre o pergaminho. Era assim que ia ganhando vida cada mínimo instante daquela alma a tanto perdida. Mas era acima de tudo assim que em um dia de noite qualquer pela madrugada de uma manhã de outrem que a bela criança se refazia de fita em fita e ganhava no emaranhado bolo de cores aquele singelo-delicado floreio de um borrão, chamado bem-querer.
E cada dia novo de noite, era mais que um sopro de uma brisa a bagunçar-lhe as mechas negras, era mais que o luar a embelezar os olhos azuis-vítreos, e domar a cada movimento dos flocos de neve a caírem o coração daquela que dizia amar.

Prometo.
Seria o meio mais curto de alcançá-la e por mais que um instante declarar-se. Seria ainda que fosse por pouquíssimo não-tempo a falta de juízo de um lunático perdido a caminho da quinta curva direta para o sol. Mas acima de tudo seria aquela verdade-não-dita que sobe pelo voluptuoso desejo de ansiar que o mundo se acabe e deixar a vida correr como correnteza-riacho direto para o escaldante mar-desejo, e ali se perder de beijo em beijo.
E cada dia novo de noite, seria mais que os abraços indolentes os toques frenéticos de um amor díspare e incauto, seria muito mais que o frescor de uma maresia que passei por sobre o deserto da alma-sem-remorso, e vai assim seguindo via amanhecer-madrugada até aquele dos olhos-vítreos declamando pelo norte de um sul fugido, era a graça-garça que voa para perto dela, era graça-garça de amor-menino.

Sou a amar.
É assim que cada mês de um ano sem medida que ela-ele, os dois como um, na bolha de sabão intocada permanecem a cada instante a cada flúvio de chuva que insiste em correr apenas no plúvio das lágrimas da mãe-moça que teve a filha tirada de súbito. É assim que quero a todo mínimo-cortês rompante, que ele tome pela minha mão todo o meu ser. É acima de tudo assim que eu quero um grande amor, e que ela vá até mim como borboleta-flor-em-flor se encaminha dia-a-dia para seu fim derradeiro da dança de harmonia entre as melodias dos sons-lembranças de outra vida passageira.

Sim.
Busca do eterno-infinito,
do espectro que eu tanto insisto.

Não.
Abandono da maravilha céu-lar
que em novo fim me trará o iniciar.

Sempre.
Das desgraças que tomam a mim
eu saiba que para mim nunca há fim.

Talvez.
É assim que vou conquistando,
é assim que deva eu estar amando.

Ele.
Que já ganhou, já se tornou o cativo
da minha alma-coração, cada vez mais vivo.

Nós.
Duplos ensandecidos da volúpia de um paraíso,
dos entre lírios, dos melindres-sorriso.

E é a cada novo dia de noite é entre os amassos que eu me deixo ficar. E é a cada novo dia de noite que eu peço a Deus-dará que jamais tente me roubar da delicatesse que tornou-se o rubor que as minhas faces de lua-temperal ganham a cada toque de lábios sobre a pele da pétala-em-flor. E é assim acima de tudo, que eu vou abandonar-me agora e para alem, que o ontem já esqueci, só me vale esse vivo-sem-tempo perdido e comedido. Amor que é.

Tuesday, 4 November 2008

daydreamers

Todo dia...

Sonhei de uma alegria com um bonito pierrot a vir me embalar, com pequenas estrambolices que me puseram a pensar. Uns pensamentos loucos, fiquei eu a divagar, contemplando um infinito breu azul que todos teimam em almejar, chama-se Céu pelo que pude notar. Mas aqui nesse mundo novo um nome antigo lhe foi dado, que eu mal pude acreditar, pois todos lhe clamavam, “Abublino de Esplendor”. Quem sabe eu nunca deva voltar, onde o corpo ficou, já que agora sou alma livre de vento a brincar, já que sou estrela de luar... afinal sou no fundo ainda meio hipócrita.

Naquele dia...

Venha, vamos juntos caminhar. Vamos juntos. Deixando o tempo. Passar. E a partir daí, recriar a nossa verdade. Vamos fazer nossas escolhas hoje. Para amanhã tentarmos concertar o que pensamos terem sido os acertos, que erros o foram.
Não quero mais olhar para trás. Não devo mais.
Então o meu para trás vai ser transformado. Eu vou admitir agora. Vou me dar à chance de viver, novamente. Deixemos as águas seguirem seu curso, pois hoje. Hoje. Eu vou discordar de você, eu vou falar o que eu penso. Vou abandonar a minha hipocrisia ao agir.
O mundo, é meu mundo.
O mundo, é teu mundo.
Juntos.
Hoje, talvez antes, certamente amanhã.
As lágrimas seguem seu curso e a minha alma eu escolho, teu curso.
Entre dilemas de escolhas, entre a minha clausura do temor, eu vou decidir, sim. Eu escolho viver e deixar viver.

Nas flores do teu jardim.

Quanto tempo, e outrora botão de flor eras.
As dádivas que perdi ao tentar entender, as coisas que destrui ao deixar de sonhar, de que me vale agora ter abdicado a mim... Não sei, mas não procuro mais entender, pois vejo que deixei de lado o que mais preso, deixei de lado o meu ‘humano’.
De tanto buscar razões. De tanto ceticismo incauto que fiz florescer no meu interior, abandonei a minha inocência, abandonando por conseguinte tudo o que amei. Matei os anjos que fiz existir. Matei a doçura que fiz brotar em teus olhos. E matei, por fim, a minha alma.
Mas não vejo mais o valor que acreditava eu ter, ao tornar-me uma rocha. Pois o botão de flor, ah! Aquele botão que eu esqueci, que ficou incrustado na rocha fria e inanimada que tornei-me, transformou-se na flor da Vida.
Rompeu o meu casulo que supunha ser impenetrável. Rompeu as barreiras que impus a mim. Agora, ao meu redor os estilhaços frios estão jogados, e eu, esse eu renascido, não imagino o que seja. Apenas fecho os olhos e sinto, sinto que estou viva.
Vida. Tempo. As coisas que eu estava deixando para trás.

E no fim?
Que diz o louco sobre felicidade. E o que diz a felicidade sobre o homem.
Louco é o homem, e feliz este.
Na busca eterna da nossa condição criada, deixamos de ser homens, mudamos também a definição de louco, e essa busca a que fomos obrigados, não é por nada alem daquela que deixamos escapar, e que mesmo tendo sido ignorada mantêm-se a nosso lado, a espera que viremos um pouco o nosso rosto e possamos ver que ela nunca nos abandonou, a felicidade.

Monday, 3 November 2008

entre(mentes)

Presente, o rimar


E quando menos espero, toma-me um calafrio
Ao olhar as nuvens a se desmanchar. Um arrepio
Como arei movediça, como mais um dos ventos
Que me rouba entre os vagos momentos.

Noutra hora, já me vem aquele calor,
Louco e doce, doçura de amor.
Provavelmente é tudo culpa de um você.

Já me passa mais meio escândalo, desejo,
Isso sim que devo chamar, foi bem aquele beijo.
Provavelmente é tudo culpa de um você.

E quando eu o meu querido vem enquanto estou a sonhar,
Eu bem sei que é em mim que ele jamais parará de pensar.
Como a mais bonita de todas as canções, mais rica melodia
É ele que me encanta, a cada (entre as noites e aquele) dia.


Memórias, o esquecer


Meu coração está lá
Minha vida está cá
Assim minha alma perde-se em meio à graça,
Perde-se e admira-se com aquele que vem e que passa

Todo o dia de vento novo levará
Àquele que ficou perdido por lá
Ao coração leva-se os amores,
Leva-os por entre suas dores.

Nos meses e nos anos de esquecimento,
Nas fantasias minhas de momento,
Mesmo que por terra e água deixe-se levar.

Todo dia é pelo mar, todo dia ele se perderá
Entre os doces carinhos, ao meu amor de cá
A vida inteira diz que vai pó si se doar
Para ver sempre assim, seu sorriso a brilhar.

Nas festas e nos sonhos, nos meus dizeres:
“Que é apenas por ti, apenas por seres
A dádiva de um mais eterno desses, és o amar”

Meu coração está lá
Minha vida está cá
Assim minha alma perde-se em meio à graça,
Perde-se e admira-se com aquele que vem e que passa

Que nem que resguarde e arqueje
Não importa mais o quanto ele deseje
Sou tua, e és meu, Sou teu e és minha.

Que já chegou a um começo sem fim,
Querido, todo dia que tomas a mim.
Sou tua,e és meu, Sou teu e és minha.

Meu coração de lá já encaminhou-se para cá,
E minha vida do seu lado, nunca abandonará
o ato sorrir e o entre ato de sempre cativar
E de jamais esquecer que deva eu sempre te amar.

Sunday, 2 November 2008

pedidos, perdidos

I

Não me venha com confusões e não me faça mais nenhum desses sermões.
Cale-e, respire! E pelo menos um único dia viva suas mais puras emoções.
Não me venha com falatórios e não me fale mais nenhum desses dizeres aleatórios
Abandone e respire! E pelo menos por um dia viva do escrever e não de uns relatórios.

Tenha ainda os temores mais infantis.
Tenha mais ainda os devaneios juvenis.
E não se esqueça do belo Amor.
E não sofras, não chores por nenhuma Dor.

Vá à busca de uma louca, de um diamante.
Se perca entre uma e outra amante.
Que sejas, que pereças, mas não se torture.
Não deixe que um sopro te desventure.

Só quero que vivas, que sintas e que sonhes.
Sonhe como o eterno, como o majestoso.
Sonhe e mais ainda sempre acredites
Que um único verso possa ser o mais valoroso.

II

Não importa muito, até deixo as coisas de lado.
Me importa tanto, que só quero te fazer agrado.
Apenas fique, que seja mais essa noite,
aqui comigo, que seja abraçados, pernoite.