não é nem dantes quem finda.
Quem ama, quem por mim clama
muda e re-muda e no fim sempre é chama.
Abraço dos braços, desses agarros
dos raros, de meu e teus amarros.
Das mãos entrelaçadas abençoadas
em festa rebuliço das pessoas amadas.
Quem corre, é lágrima que escorre
que passa e embaça, com sorrir jamais concorre.
Que perde, nem impede,
o beijo que o olhar tanto pede.
Trama, em tantas e conquantas
já deixou-se carinho vir sem contas.
Mas ama, única, uma, a que emana
a calma, da alma que ela embala e não engana.
